Taxa de avaliação do imóvel: quanto cada banco cobra e quando
Quanto custa a taxa de avaliação do imóvel, valores publicados por Itaú e BRB, quando ela é paga e em que casos o banco não pode cobrar a tarifa.
Resumo rápido
- A taxa de avaliação paga o laudo que o banco exige para saber quanto vale o imóvel dado em garantia.
- Valores publicados pelos próprios bancos: Itaú R$ 1.600 até R$ 350 mil e R$ 3.200 acima; BRB até R$ 3.500.
- Pela Resolução CMN 4.676/2018, o banco só pode cobrar o custo efetivo da avaliação, precisa informar o valor máximo antes e entregar um extrato do laudo.
- Se o banco recusar o financiamento, ele não pode cobrar a avaliação. Se você desistir, a cobrança pode acontecer, desde que tenha sido avisada.
A taxa de avaliação é o valor que o banco cobra para mandar um engenheiro ou arquiteto credenciado estimar quanto vale o imóvel que vai servir de garantia do financiamento. Em outubro de 2026, os valores publicados pelos próprios bancos ficam na casa de R$ 1.600 a R$ 3.500: o Itaú cobra R$ 1.600 para imóveis avaliados até R$ 350 mil e R$ 3.200 acima disso, e o BRB informa teto de R$ 3.500. Quem paga é o comprador. Se o banco recusar o crédito, a regra do Conselho Monetário Nacional proíbe cobrar a avaliação. Se a desistência for sua, a cobrança pode acontecer.
Como o laudo funciona e o que fazer se ele vier abaixo do preço está no artigo sobre avaliação do imóvel pelo banco. Aqui o assunto é o custo: quanto, quando e em que casos você pode não pagar.
Quanto cada banco cobra
A tarifa é livre, mas cada banco precisa publicá-la. A tabela abaixo traz só valores encontrados em páginas e documentos oficiais dos bancos, com a data de cada fonte.
| Banco | Tarifa de avaliação | Fonte e data |
|---|---|---|
| Itaú | R$ 1.600 para imóvel avaliado até R$ 350 mil; R$ 3.200 acima | Página de atendimento do crédito imobiliário, consultada em outubro de 2026 |
| BRB | Até R$ 3.500 | Proposta de financiamento imobiliário, versão de novembro de 2025 |
Não incluímos Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e outros porque não encontramos, em fonte oficial acessível, o valor atual da tarifa de avaliação para financiamento habitacional de pessoa física. Esses bancos também publicam suas tabelas de tarifas e são obrigados a mostrar a tarifa na simulação. Peça o valor por escrito antes de autorizar a avaliação.
Dois cuidados ao comparar:
- Veja a data da tabela. Tarifas mudam, e uma tabela de anos anteriores pode já ter sido atualizada. Confira a vigência no próprio documento do banco.
- Compare o CET, não só a tarifa. O CET (Custo Efetivo Total) junta juros, seguros e tarifas. Uma avaliação R$ 1.000 mais barata não compensa uma taxa de juros pior. Veja como comparar em taxa de juros do financiamento imobiliário.
O que a regra do Banco Central diz
Desde 1º de junho de 2022, a cobrança da avaliação de imóvel residencial dado em garantia por pessoa física segue o artigo 8º-A da Resolução CMN 4.676/2018, incluído pela Resolução CMN 4.925/2021. Em resumo, com as nossas palavras:
- A cobrança é permitida, em nova operação, portabilidade, substituição de garantia e outros casos previstos.
- O valor fica limitado ao custo efetivo da avaliação. O banco não pode embutir despesas de atendimento, marketing, pessoal (exceto quem faz a avaliação), sistemas comerciais ou correspondentes.
- Você precisa concordar antes, de forma expressa, e ser informado do valor máximo que pode ser cobrado.
- O banco deve avisar antes que a tarifa pode ser cobrada mesmo se você decidir não seguir com a operação.
- O banco não pode cobrar os custos da avaliação quando a operação não é contratada por decisão dele.
- Você recebe um extrato do laudo, com a análise técnica, e um demonstrativo dos custos.
- O banco guarda os comprovantes por cinco anos, à disposição do Banco Central.
Na prática, isso separa duas situações que muita gente confunde.
| Situação | O banco pode cobrar a avaliação? |
|---|---|
| Você contrata o financiamento | Sim, até o valor máximo informado |
| Você desiste depois da vistoria | Pode, se avisou antes e você concordou |
| O banco recusa o crédito depois da avaliação | Não pode cobrar os custos da avaliação |
| O laudo vem baixo e você não aceita as novas condições | Depende de quem decidiu não contratar; leia a proposta e pergunte por escrito |
Os formulários de alguns bancos ainda trazem frases genéricas de que a tarifa não é estornada em caso de indeferimento ou desistência. Se o financiamento foi negado pelo banco e você pagou a avaliação, peça a devolução citando o artigo 8º-A da Resolução CMN 4.676/2018. Se não resolver, registre reclamação no Banco Central ou no Procon. Os motivos mais comuns de recusa estão em financiamento negado.
Quando a tarifa é paga
Cada banco tem um momento de cobrança:
- Itaú: informa que a tarifa é debitada em conta corrente após a emissão do contrato.
- BRB: a tabela de tarifas vigente desde 20 de fevereiro de 2026 diz que a tarifa pode ser cobrada inteira na entrega da documentação ou na assinatura do contrato, ou dividida entre esses dois momentos.
- Outros bancos: pode haver cobrança antes da vistoria, por débito ou boleto.
A ordem natural do processo é esta:
- Simulação e análise de crédito, sem custo de avaliação.
- Aprovação do crédito.
- Autorização da avaliação, com o valor máximo informado.
- Vistoria e laudo.
- Cobrança da tarifa, conforme a regra do banco.
- Emissão e assinatura do contrato.
Se o banco pedir pagamento da avaliação antes de aprovar a sua renda, pergunte por quê. O mais seguro é só autorizar a avaliação depois do crédito aprovado. Antes de começar, a calculadora de quanto posso financiar dá uma ideia do crédito compatível com a sua renda.
A taxa pode entrar no financiamento?
Alguns bancos permitem incluir despesas como ITBI, cartório e tarifas no valor financiado, dentro do limite de crédito. Isso alivia o caixa na largada, mas você paga juros sobre esse valor durante todo o contrato. Num financiamento de 30 anos, R$ 3 mil financiados podem custar mais que o dobro no fim. Se tiver o dinheiro, pagar à vista sai mais barato.
Exemplo prático com números
Exemplo ilustrativo, com as tarifas publicadas que citamos: apartamento de R$ 300 mil e apartamento de R$ 500 mil, ambos avaliados pelo preço.
| Banco | Imóvel de R$ 300 mil | Peso no preço | Imóvel de R$ 500 mil | Peso no preço |
|---|---|---|---|---|
| Itaú | R$ 1.600 | 0,53% | R$ 3.200 | 0,64% |
| BRB (teto) | até R$ 3.500 | até 1,17% | até R$ 3.500 | até 0,70% |
Agora o custo do erro mais comum: pedir avaliação em dois bancos para ver qual aprova. Se você pagar R$ 3.200 no Itaú e até R$ 3.500 no BRB e desistir de um deles, pode ter gasto até R$ 3.500 a mais sem necessidade. Somado ao ITBI e ao cartório, isso pesa. Veja a conta completa em custos para comprar imóvel.
E se o laudo vier abaixo do preço, você pode pedir reavaliação. Pergunte antes se haverá nova tarifa, porque a regra do Banco Central também permite cobrar a reavaliação nos casos previstos.
Erros comuns e cuidados
- Autorizar a avaliação sem saber o valor máximo. O banco é obrigado a informar. Peça por escrito.
- Pedir avaliação em vários bancos ao mesmo tempo. Escolha o banco pelo CET primeiro e avalie só nele.
- Aceitar cobrança depois de recusa do banco. Se a decisão de não contratar foi do banco, ele não pode cobrar os custos da avaliação.
- Não guardar o extrato do laudo. Ele serve para contestar o valor e pode ajudar numa futura portabilidade do financiamento, mesmo que o novo banco faça avaliação própria.
- Esquecer a validade do laudo. Se a assinatura atrasar muito, por exemplo por pendência de documento do vendedor, pode ser preciso nova avaliação e nova tarifa. Pergunte o prazo de validade ao gerente antes de começar e resolva as certidões do imóvel cedo.
- Financiar a tarifa sem fazer a conta. Juros de décadas sobre poucos milhares de reais viram muitos milhares.
Resumo e próximos passos
A taxa de avaliação custa de R$ 1.600 a R$ 3.500 nos bancos que publicam o valor, e é paga pelo comprador. O banco só pode cobrar o custo real, precisa informar o teto antes e não pode cobrar quando é ele que decide não contratar. Se a desistência for sua, a tarifa pode ser cobrada.
- Compare o CET de pelo menos três bancos na simulação.
- Escolha um banco e só então autorize a avaliação, com o valor máximo por escrito.
- Guarde o extrato do laudo e o comprovante de pagamento.
- Se o crédito for negado pelo banco depois da avaliação, peça a devolução.
- Simule a parcela no simulador de financiamento.
Perguntas frequentes
Quanto custa a taxa de avaliação do imóvel?
Cada banco define a sua. Em outubro de 2026, o Itaú publica R$ 1.600 para imóveis avaliados até R$ 350 mil e R$ 3.200 acima disso, e o BRB informa máximo de R$ 3.500. Nos outros bancos, consulte a tabela de tarifas e a simulação.
A taxa de avaliação é devolvida se o financiamento for negado?
Pela regra do Conselho Monetário Nacional em vigor desde junho de 2022, o banco não pode cobrar os custos da avaliação quando a operação não é contratada por decisão dele. Se você já pagou e o banco recusou, peça a devolução.
E se eu desistir depois da avaliação?
Nesse caso o banco pode cobrar, desde que tenha informado essa possibilidade antes e você tenha concordado. Por isso, só peça avaliação no banco em que pretende fechar.
Quando a taxa de avaliação é paga?
Depende do banco. O Itaú informa que debita a tarifa em conta depois da emissão do contrato. Outros cobram na entrega da documentação ou dividem entre a documentação e a assinatura. Confira na proposta.
Posso pagar o engenheiro por fora e levar o laudo ao banco?
Em geral não. Cada banco usa avaliadores credenciados por ele, e um laudo particular não substitui a avaliação exigida para o financiamento.
Fontes consultadas
- Itaú: custos do processo de crédito imobiliário (tarifa de avaliação)
- BRB: proposta de financiamento imobiliário, versão 1125 (tarifa de avaliação)
- BRB: tabela de tarifas vigente a partir de 20/02/2026
- Banco Central: Resolução CMN 4.676/2018 com o art. 8º-A incluído pela Resolução 4.925/2021
- Resolução CMN 4.925/2021: tarifa de avaliação de imóvel residencial
Conteúdo informativo, revisado em 19 de outubro de 2026. Regras, taxas e valores mudam: confirme as condições com o banco, o cartório ou um profissional antes de decidir. Encontrou um erro? Avise a gente.